segunda-feira, maio 01, 2006

Alcool nos cus

Hoje comi lulas. Lulas fritas. Bués delas. A minha mãe fez e eu comi. Estavam uma merda diga-se… Mas para a cota não ficar triste eu fingi que estava bom. Fazemos muito isso, as cenas tão uma merda e nos dizemos que ta fixe. A professora dá-nos uma nega e nos dizemos “ok”. Também o que é que íamos dizer? As professoras não se deixam comer assim tão facilmente… Mas é esta cena cínica que me arrelia. O dizer-se que “tá bem”. Dá-me vontade de bater no rabo dessas pessoas, alias não bater, mas passar palha de aço no rabo, aquela merda pra tirar os bocados de azeite das panelas, dizia eu, passar a palha de aço nos cus, e depois por álcool. É isso mesmo. Álcool nos cus. Nunca mais diziam “tá bem”. Aceitar tudo e não responder é mau, não devemos ser assim. Eu sou assim. Não queria mas sou. Uma vez pensei em mudar… Ponderei também não mudar, e pensei logo de seguida: “ta bem, não mudes…”. Fazem de mim o que querem. Uma vez ate ajudei pessoas. Uma vizinha velha pediume pra levar os sacos pra casa dela, porque ela tem as penas cheias de varizes, alias pra dizer a verdade aquilo mais parece o chão de uma sala no fim de uma festa de Carnaval, com as serpentinas no chão… A diferença é que as pernas dela metem nojo. Bem, ajudeia a levar as coisas mm de má vontade. Mas não tive coragem de lhe dizer o que sentia. Ela ia a minha frente nas escadas, eu ia por trás a espreitar por baixo da saia dela. Num dado momento no 2º andar consegui ver as cuecas dela. Ela seguiu, eu parei no 3º pra vomitar, e apanheia no 5º. Chegando ao 6º que é onde ela mora larguei o saco, e ela disse “obrigado”. A minha vontade era de mandá-la apanhar naquela vagina escura e velha, mas disse um “de nada” simpático. Apanhei o elevador, desci ate a rua e acendi um cigarro. Umas velhas estavam a reclamar do fumo e eu bazei. Fodasse estava na rua. Já nem na rua se pode fumar. A culpa não é do fumo, nem minha. A culpa é das velhas. Temos de lhe dar o lugar no autocarro, aquelas putas não sabem ficar de pé. Se somos mais novos devíamos ficar sentados, porque temos de curtir. Pra ficar de pé que fiquem os velhos. Mas eu tou-me a cagar, porque eu sei que eles vão todos morrer em breve… Vão vir outros, mas estes já fumam ganzas, vai ser a nova geração “fubu 3ª idade”. Vão andar de “cap”, e em vez de mandarem piropos clássicos as gajas novas, vão começar a fazer rimas de hip hop. E estes não precisam que lhes leve as compras pra casa, pois eles não compram, querem é vender pra comprar a droga. Mas pode dar-se o inverso: qualquer dia estão os velhos a pedirme para carregar a televisão do 6º andar ate cá abaixo para darem ao dealer por troca de umas míseras doses. Mas esta ideia não fica por aqui…

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